quinta-feira, 25 de agosto de 2011


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MAESTRINA E COMPOSITORA ACLAMADA
Chiquinha produz intensamente. Além de tocar com os chorões, dar aulas e editar composições passa a musicar peças para o teatro de revista. A primeira experiência, em 1883, é Viagem ao Parnaso, de Arthur Azevedo, que acaba por não ser apresentada, pois o empresário recusa-se a montar um espetáculo musicado e conduzido por uma mulher. Chiquinha não desanima e, finalmente, inicia sua carreira de maestrina em 17 de janeiro de 1885, com a revista A Corte na Roça, de Palhares Ribeiro. É uma opereta de um ato cujo enredo trata dos costumes do interior do país. A peça e o desempenho dos atores não agradam à crítica, mas a música de Chiquinha recebe elogios entusiásticos. “Verdadeiro primor de graça, elegância e frescura – uma composição dessa ordem faria a reputação de um compositor em qualquer país que se apresentasse”, afirma um artigo. E havia espanto em outras manifestações: “Uma peça posta em música por uma mulher!”. Em pouco tempo, Chiquinha torna-se a compositora mais requisitada para esse tipo de trabalho. Chega a ser chamada de “Offenbach de saias”, numa alusão ao francês Jacques Offenbach, criador da opereta – que no Brasil ganha o formato de teatro de revista.

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